terça-feira, 24 de abril de 2012

DIVERSIDADE RELIGIOSA


DIVERSIDADE RELIGIOSA

“O diálogo inter-religiosos é capaz de compreender outros vínculos com o mistério e deixar-se enriquecer por ele, sem quebrar o vínculo com minha tradição religiosa. A medida que eu aprofundo a minha tradição, mais eu me abro ao outro.”
Faustino Teixeira

1.    RELIGIÃO: OBJETO DE CULTURA
            Como um fenômeno humano, a religião é estudada pela Teologia, Filosofia, História, Psicologia, Sociologia ...
-          PODEMOS DELIMITAR O INÍCIO DO SENTIMENTO DE RELIGIOSIDADE?

“Funerais em que os mortos eram sepultados com flores ou amuletos são indícios claros de manifestações religiosas, talvez as mais antigas na história da humanidade”, diz o historiador Walter Burkert, da Universidade de Zurique (Suíça), autor do livro “A criação do sagrado”

2.    DEFINIÇÕES DE RELIGIÃO

·          Vem de RE-LEGERE (RE-LER): considerar o que pertence ao culto divino, ler de novo, ou então reunir;
·          Ou ainda,  RE-LIGARE (re-ligar): ligar o homem de novo a Deus. O homem vai a Deus e Deus vai ao homem;
·          Agostinho fala em REE-LIGERE (re-eleger): tornar a escolher Deus, perdido pelo pecado.
·          Batista Mondin define religião como “um conjunto de conhecimentos, de ações e de estruturas com que o homem exprime reconhecimento, dependência, veneração em relação ao Sagrado”

3.    ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA RELIGIÃO


a)     DOUTRINA (crença, dogma): toda religião tem sua doutrina, que fala sobre a origem de tudo: sentido da vida, da dor, da matéria, do além.
b)    RITOS (cerimônias): o homem não vive sem símbolos, sem ritos, sem estruturas visíveis. Os ritos unem os homens de uma determinada comunidade religiosa.
c)     ÉTICA(leis): cada religião traz consigo as consequências de sua  doutrina, ensinando o que é certo  e o que é errado, dentro de sua cosmovisão. Os preceitos mais importantes são: lei da natureza, lei do amor e lei do bom senso.
d)    COMUNIDADE OU ADEPTOS: toda religião tende a formar uma comunidade, tende a manifestar a sua fé junto de outros. Não de trata de um sentimento individualista.
e)    RELAÇÃO EU-TU – é a relação da pessoa com um diferente, um Tu mais elevado, superior. Toda religião antes de possuir ritos e doutrinas é uma relação pessoal com Deus.

4.    TIPOS DE RELIGIÕES
a.     PRIMITIVAS: Animismo, Politeísmo, Xamanismo, Totemismo                           
b.     SAPIENCIAIS: Hinduísmo, Budismo
c.     PROFÉTICAS: Judaísmo, Cristianismo, Islamismo
d.     ESPIRITUALISTAS: Espiritismo, Cultos Afro Brasileiros e Umbanda

A)    RELIGIÕES PRIMITIVAS

·          Primitivas é o nome dado às crenças religiosas e as  práticas daquelas tradicionais, muitas vezes isoladas, que não  tenham se desenvolvido tecnologicamente.
·          Incluem as religiões tradicionais da África, Oceania, algumas regiões da Ásia e os povos primitivos das Américas (indígenas).

O ANIMISMO

·          Manifestação religiosa na qual se atribui a todos os elementos do cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, árvores, plantas) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite) um princípio vital e pessoal, chamado de "ânima“ (alma).
·          Todos esses elementos são passíveis de possuírem: sentimentos, emoções, vontades ou desejos, e até mesmo inteligência.
·          "Todas as coisas são Vivas", "Todas as coisas são Conscientes", ou "Todas as coisas têm ânima”. (alma)

O POLITEÍSMO

·          Do grego polus= vários + théos= Deus)  Religião que admite vários deuses.
·          Consiste na crença em mais do que uma divindade de gênero masculino, feminino ou indefinido, sendo que cada uma é considerada uma entidade individual e independente.
·          Exemplos: Religião Grega, Egípcia, Asteca, Maia, Hinduísmo etc.

O TOTEMISMO

·          Os adeptos se julgam associados a seres animais e vegetais ou mesmo a fenômenos e elementos naturais como o sol, a água, o trovão, o raio, etc.
·          Todos se crêem ligados entre si, na pessoa de um antepassado heróico, que tanto pode ser um homem, como um animal, como uma planta.
·          Formam-se assim agrupamentos, clãs, mais ou menos numerosos denominados, por exemplo: clã do corvo, clã da serpente, clã do pinheiro, etc.
·          Adoradores de símbolos, brasões ou armas que cada família faz. O brasão era pintado ou cravado na maioria dos objetos usados.

 O XAMANISMO

·          É uma experiência mística própria de religiões primitivas, centrada na pessoa do xamã, que se acredita capaz de curar e de se comunicar com os espíritos.
·          O xamã exerce as funções de curandeiro, sacerdote e condutor de almas.
·          Os povos que admitem o xamanismo acreditam que a doença é provocada pela perda da alma.
·          Assim, o xamã deve de início descobrir onde se encontra a alma perdida ou sequestrada por algum espírito do mal.

O PANTEÍSMO

·          Etimologicamente falando, o termo panteísmo deriva das palavras gregas pan  ("tudo") e teísmo ("crença em deus"),  sustentando a idéia da crença em um Deus que está em tudo,ou a de muitos deuses representados pelos múltiplos elementos divinizados da natureza e do universo.

B)    RELIGIÕES SAPIENCIAIS

CONCEITO - São aquelas que se baseiam na sabedoria humana e na experiência da vida.

·          Em geral, mostram ao homem um caminho a seguir, acentuando a meditação e a sabedoria.
·          Às vezes, nessas religiões, é difícil discernir o que é religião e o que é filosofia ou sabedoria.
·          Acentuam a compaixão, a contemplação, o autoconhecimento, possuindo, de modo genérico, um elevado ideal ético.

O BUDISMO

·          Sistema ético, religioso e filosófico fundado      pelo príncipe hindu Sidarta Gautama (563-483     a.C.), ou Buda, por volta do século VI. O relato     da vida de Buda está cheia de fatos reais e     lendas, as quais são difíceis de serem     distinguidas historicamente entre si.
·          O Budismo consiste no ensinamento de como superar o sofrimento e atingir o nirvana (estado total de paz e plenitude) por meio da disciplina mental e de uma forma correta de vida. Também crêem na lei do carma, segundo a qual, as ações de uma pessoa determinam sua condição na vida futura. A doutrina é baseada nas Quatro Grandes Verdades de Buda:
•       A existência implica a dor -- O nascimento, a idade, a morte e os desejos são sofrimentos.
•       A origem da dor é o desejo e o afeto -- As pessoas buscam prazeres que não duram muito tempo e buscam alegria que leva a mais sofrimento.
•        O fim da dor -- só é possível com o fim do desejo.
•        A Quarta Verdade -- se prega que a superação da dor só pode ser alcançada através de oito passos: 
–      Compreensão correta
–      Pensamento correto
–      Linguagem correta
–      Comportamento correto
–      Modo de vida correto
–      Esforço correto
–      Desígnio correto
–      Meditação correta

HINDUÍSMO

·          É uma das religiões mais antigas do mundo.
·          Eles acreditam que nós temos muitas vidas diferentes, e que nós aprendemos lições espirituais através da nossa experiência na terra.
·          Acreditam em karma, que é um sistema que cada ação feita aqui na terra será refletida de alguma forma no nosso futuro.
·          A pessoa comete um ato bom ou ruim, não parece ter resultado imediatamente no presente, mas no futuro seus atos irão refletir em coisas boas ou ruins
·          O hinduísmo estabeleceu as bases para muitas outras correntes religiosas e filosóficas e passou por várias etapas, desde o hinduísmo védico, bramânico e filosófico, até certos movimentos sectários e reformadores, entre os quais se incluem o budismo e o jainismo, surgidos no século VI a.C.

C)    RELIGIÕES PROFÉTICAS

·          Por “religiões proféticas” entendemos aquelas em cuja origem se encontra um profeta, que comunica a revelação recebida de Deus e denuncia as injustiças.
·          Por “profeta” entendemos um porta-voz de Deus.
·          Também chamadas religiões monoteístas (do grego mónos, "único" e theos, "Deus”) É a crença em um só Deus, diferente do politeísmo que conceitua a natureza de vários deuses.
·          JUDAÍSMO, CRISTIANISMO E ISLAMISMO

D)    RELIGIÕES ESPIRITUALISTAS

·          Espiritualistas são as que seus seguidores acreditam na manifestação e intervenção dos espíritos.
·          Acreditam que cada ser neste Universo é conectado de alguma maneira à um centro poderoso fora desta planeta. Eles acreditam que parte das pessoas vivem depois da morte e conseguem  se comunicar com pessoas que já morreram através de um médium.
·          Os Espiritualistas recebem mensagens de pessoas mortas ou do passado;
·          Há também uma crença de que curam.

ESPIRITISMO

·          Origem - no século 19 um fenômeno agitou a Europa: “as mesas girantes”. Nos salões elegantes, após os saraus, as mesas eram alvo de curiosidade e de extensas reportagens, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão .
·          O fenômeno chamou a atenção de um pesquisador sério : Hippolyte Leon Denizard Rivail.
·          Rivail, pedagogo francês, adepto de rigoroso método de investigação científica, não aceitou de imediato os fenômenos das mesas girantes, mas estudou-os atentamente, observou que uma força inteligente as movia e investigou a natureza dessa força, que se identificou como: os “Espíritos dos homens” que haviam morrido.
·          Rivail fez centenas de perguntas aos Espíritos, analisou as respostas, comparou-as e codificou-as, tudo submetendo ao crivo da razão. Assim nasceu O Livro dos Espíritos. O professor Rivail imortalizou-se adotando o pseudônimo de Allan Kardec. A Doutrina codificada por ele tem caráter científico, religioso e filosófico.
·          Segundo a visão espírita, os fenômenos mediúnicos são registrados em diversos lugares e épocas da História, desde a Antiguidade, sob diversas formas. Como exemplo dessa visão de realidade religiosa, refere-se:

o    A prática ancestral de culto aos antepassados
o     Na cultura da Grécia Antiga, a crença em que as almas dos mortos habitavam o submundo e que era possível entrar em contacto com eles
o    Os povos Celtas acreditavam que os espíritos regressavam ao mundo dos vivos em certas ocasiões
o    Os xamãs dos povos "primitivos" da Ásia e Oceania, também afirmam ter o dom de comunicação com o além.

·          O espiritismo, apesar das diversas variações, de um modo geral fundamenta-se nos seguintes pontos:
o    Crença num mundo dos espíritos;
o    Possibilidade de os vivos entrarem em contacto com o espírito dos mortos;
o    Essa comunicação é realizada com o auxílio de pessoas com determinadas capacidades - os médiuns, como por exemplo a chamada "escrita automática" (psicografia).

UMBANDA

·          É uma religião formada dentro da cultura religiosa brasileira que sincretiza elementos vários, inclusive de outras religiões como o catolicismo, o espiritismo e as religiões afro-brasileiras.
·          ORIGEM: No período colonial chegaram ao Brasil os primeiros africanos de origem Yorubá, um povo que ocupava a região onde hoje ficam Nigéria, Benin e Togo.
·          A religião dos Yorubás era o candomblé, mas eles aportaram no Brasil como escravos e não podiam cultuar suas divindades livremente -  a religião oficial era o catolicismo.
·          Por causa dessa proibição, os escravos começaram a associar suas divindades com os santos católicos para exercerem sua fé disfarçadamente. Como os santos católicos são bem numerosos, existem divindades que são identificadas com mais de um santo. Por exemplo: Oxossi, o rei da caça, é associado a São Jorge e a São Sebastião.
·          A palavra Umbanda é derivada da palavra AUM-(Deus)BHAN (conjunto)-DAN (leis) -  que significa o Conjunto das Leis Divinas.
·          Orixás, dentro do culto Umbandista são espíritos de grande força espiritual, de grande luz, que trabalham sob as ordens de um determinado Orixá. A cada Orixá está associada uma personalidade e um comportamento. Cada pessoa recebe a influência do Orixá que será seu protetor por toda a vida.

CANDOMBLÉ

·          O candomblé é uma religião africana trazida para o Brasil no período em que os negros desembarcaram para serem escravos, cultua os Orixás e tem origem familiar e tribal.
·          A origem do Candomblé se deu na cidade de Ife na África, e foi trazida para o Brasil pelos negros Yorubas.
·          Candomblé é uma palavra derivada da língua bantu: ca [ka]= uso, costume -  ndomb =negro, preto e lé=lugar, casa, terreiro e/ou pequeno atabaque.
·          A reunião dos três vocábulos resulta em "lugar de costume dos negros“.
·          O candomblé tem como objetivo a adoração aos Orixás, considerados como espíritos da Natureza, provenientes dos elementos terra, fogo, água e ar.
·          São deuses guerreiros, protetores da caça, da maternidade, dos reis e rainhas da África, e outros, que vivem nos corações de seus descendentes.

·          CURIOSIDADE SOBRE O CANDOMBLÉ

o    No tempo da escravidão, os escravos faziam muitas oferendas ao Orixá Exu, para que este abrisse os caminhos dos escravos que tanto sofriam. Mas a igreja católica, junta com os senhores de engenho, que obrigava os escravos a seguirem o catolicismo, descobriram este Orixá, e, o associaram ao Demônio da igreja católica. Sendo que depois disso, a imagem de Exu ficou bastante deturpada, onde hoje, aqui no Brasil,  o Orixá Exu, ainda é associado a um Demônio que não existe.

Diferenças entre o Candomblé e a Umbanda:

·          Um terreiro de Umbanda que tem, lado a lado, imagens de santos católicos (estes representando os orixás) e imagens das entidades (marinheiros, caboclos ameríndios, pretos-velhos, crianças, etc);
·          Em terreiros de candomblé cada orixá tem seu lugar, como por exemplo um quartinho, onde ficam os objetos do orixá.
·          A música também é bem diferente, uma vez que no Candomblé vai depender de que nação é, já na Umbanda os cânticos são todos cantados em português.
           
           


domingo, 22 de abril de 2012

EXERCITANDO ABSOLUTISMO

1.(Cesgranrio) A frase de Luiz XIV, "L'Etat c'est moi" (O Estado sou eu), como definição da natureza do absolutismo monárquico, significava:
a) a unidade do poder estatal, civil e religioso, com a criação de uma Igreja Francesa (nacional);
b) a superioridade do príncipe em relação a todas as classes sociais, reduzindo a um lugar humilde a burguesia enriquecida;
c) a submissão da nobreza feudal pela eliminação de todos os seus privilégios fiscais;
d) a centralização do poder real e absoluto do monarca na sua pessoa, sem quaisquer limites institucionais reconhecidos;
e) o desejo régio de garantir ao Estado um papel de juiz imparcial no conflito entre a aristocracia e o campesinato.

2. (Faap) Principalmente a partir do século XVI vários autores passam a desenvolver teorias, justificando o poder real. São os legistas que, através de doutrinas leigas ou religiosas, tentam legalizar o Absolutismo. Um deles é Maquiavel: afirma que a obrigação suprema do governante é manter o poder e a segurança do país que governa. Para isso deve usar de todos os meios disponíveis, pois que "os fins justificam os meios." Professou suas ideias na famosa obra:
a) "Leviatã"
b) "Do Direito da Paz e da Guerra"
c) "República"
d) "O Príncipe"
e) "Política Segundo as Sagradas Escrituras"

3. (Fgv) A chamada Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) foi considerada como a última grande guerra de religião da Época Moderna. A seu respeito é correto afirmar:
a) O conflito levou ao enfraquecimento do império Habsburgo e ao estabelecimento de uma nova situação internacional com o fortalecimento do reino francês.
b) O conflito iniciou-se com a proclamação da independência das Províncias Unidas, que se separavam, assim, dos domínios do império Habsburgo.
c) O conflito marcou a vitória definitiva dos huguenotes sobre os católicos na França, apoiados pelo monarca Henrique de Bourbon, desde o final do século XVI.
d) O conflito estimulou a reação dos Estados Ibéricos que, em aliança com o papado, desencadearam a chamada Contrarreforma Católica.
e) O conflito caracterizou-se pelas intervenções inglesas no continente europeu, através de tropas formadas por grupos populares enviadas por Oliver Cromwell.

4. (FUVEST) No processo de formação dos Estados Nacionais da França e da Inglaterra podem ser identificados os seguintes aspectos:
a) fortalecimento do poder da nobreza e retardamento da formação do Estado Moderno
b) ampliação da dependência do rei em relação aos senhores feudais e à Igreja
c) desagregação do feudalismo e centralização política
d) diminuição do poder real e crise do capitalismo comercial
e) enfraquecimento da burguesia e equilíbrio entre o Estado e a Igreja

5. (FUVEST) O Estado Moderno Absolutista atingiu seu maior poder de atuação no século XVII. Na arte e na economia suas expressões foram respectivamente:
a) rococó e liberalismo.
b) renascentismo e capitalismo.
c) barroco e mercantilismo.
d) maneirismo e colonialismo.
e) classicismo e economicismo.

6. (Mackenzie) Sobre as Guerras de Religião ocorridas na França durante o século XVI, é correto afirmar que:
a) decretaram o fim da Dinastia dos Bourbons, através do Edito de Nantes, proclamado na "Noite de São Bartolomeu".
b) aceleraram o processo de consolidação do Estado Absolutista, permitindo a chegada ao poder de reis protestantes aliados à burguesia mercantil católica.
c) motivaram a aliança do Partido Huguenote com a Rainha Catarina de Médicis, provocando, na célebre "Noite de São Bartolomeu", o massacre dos membros da Santa Liga aliada da nobreza calvinista.
d) expressaram o confronto político-religioso entre a nobreza católica, liderada pelos Guises e os Huguenotes ligados aos Bourbons, ocasionando crises no processo de consolidação do absolutismo.
e) provocaram o confronto entre os Huguenotes, membros do Partido Papista e os Calvinistas integrantes da Santa Liga, fortalecendo o absolutismo.

7. (Mackenzie) O florentino Nicolau Maquiavel (1469 - 1527) rompeu com a religiosidade medieval, estabelecendo nítida distinção entre a moral individual e a moral pública. Em seu livro "O Príncipe" preconizava que:
a) o chefe de Estado deve ser um chefe de exército. O Estado em guerra deve renunciar a todo sentimento de humanidade... O equilíbrio das forças está inscrito nos tratados. Mas os chefes de Estado não devem hesitar em trair sua palavra ou violar sua assinatura no interesse do Estado.
b) somente a autoridade ilimitada do soberano poderia manter a ordem interna de uma nação. A ordem política internacional é a mais importante; sem ela se estabeleceria o caos e a turbulência política.
c) na transformação do Estado Natural para o Estado Civil, legitima-se o poder absoluto do rei, uma vez que o segundo monta-se a partir do indivíduo, que cede seus direitos em troca de proteção contra a violência e o caos do primeiro.
d) o trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus... Os reis... são deuses e participam de alguma maneira da independência divina. O rei vê mais longe e de mais alto; deve-se acreditar que ele vê melhor...
e) há três espécies de governo: o republicano, o monárquico e o despótico... A liberdade política não se encontra senão nos governos moderados... Para que não se possa abusar do poder, é preciso que pela disposição das coisas, o poder faça parar o poder.

8. (Mackenzie) “... herdara uma nação dividida pelos conflitos religiosos, sociais (Frondas) e externos (Guerra dos Trinta Anos). Seu reinado submeteu a nobreza, recolhendo-a ao seu grandioso Palácio, onde se desenvolveram paralelamente o Barroco e o Classicismo..."
(Cláudio Vicentino - adaptado)
O fragmento de texto relaciona-se:
a) ao despotismo esclarecido da Czarina Catarina, a Grande da Rússia.
b) ao absolutismo monárquico do rei francês Luís XIV.
c) ao Imperialismo de Napoleão Bonaparte.
d) à monarquia feudal francesa do rei Felipe, o Belo.
e) à Inglaterra, durante a reforma religiosa do rei Henrique VIII.

9. (Puccamp) Como características gerais dos Estados Modernos, que se organizavam na Europa Ocidental no período que vai do século XV ao XVIII, pode-se mencionar entre outros, a
a) consolidação da burguesia industrial no poder e a descentralização administrativa.
b) centralização e unificação administrativa, bem como o desenvolvimento do mercantilismo.
c) confirmação das obrigações feudais e o estímulo à produção urbano-industrial.
d) superação das relações feudais e a não intervenção na economia.
e) consolidação do localismo político e a montagem de um exército nacional.

10. (Pucpr) As Guerras Civis Religiosas do século XVI na França favoreceram o fortalecimento do poder absoluto dos monarcas da dinastia Bourbon, que reinaram do século XVI ao XVIII e parte do XIX. Assinale a única alternativa errada no que se refere ao absolutismo real na França:
a) Luís XIII, filho de Henrique IV e Maria de Médicis, teve longo reinado, sendo muito ajudado pela hábil política do Cardeal Richelieu.
b) Luís XIV marcou o auge do absolutismo real, mandou construir o suntuoso Palácio de Versalhes e continuou, através de Colbert, a aplicar o mercantilismo no plano econômico.
c) Na Guerra dos Sete Anos (1756-1763), sob o rei Luís XV, a França vitoriosa tomou aos ingleses partes da Índia e, na América, a enorme região da Louisiana.
d) Na Guerra de Sucessão da Espanha (1701-1713), França e Espanha lutaram contra uma coligação europeia. Os tratados de Utrecht e Rastadt definiram a paz. A França perdeu para a Inglaterra a Terra Nova e Acádia e a Espanha perdeu Gibraltar, ainda em poder daquela potência insular.
e) Henrique IV fundou a dinastia de Bourbon e pacificou a França, tendo os protestantes (huguenotes) alcançado liberdade de culto e o domínio sobre várias cidades fortificadas, nos termos do Edito de Nantes (1598).

11. (Pucsp) "O trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus. Os reis são deuses e participam de alguma maneira da independência divina. O rei vê de mais longe e de mais alto; deve acreditar-se que ele vê melhor..."
(Jacques Bossuet.)
Essas afirmações de Bossuet referem-se ao contexto
a) do século XII, na França, no qual ocorria uma profunda ruptura entre Igreja e Estado pelo fato de o Papa almejar o exercício do poder monárquico por ser representante de Deus.
b) do século X, na Inglaterra, no qual a Igreja Católica atuava em total acordo com a nobreza feudal.
c) do século XVIII, na Inglaterra, no qual foi desenvolvida a concepção iluminista de governo, como está exposta.
d) do século XVII, na França, no qual se consolidavam as monarquias nacionais.
e) do século XVI, na Espanha, no momento da união dos tronos de Aragão e Castela.

12. (Unirio)
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
(BANDEIRA, Manoel. "Vou-me embora pra Pasárgada". In: VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA E OUTROS POEMAS. Rio de Janeiro, Ediouro, 1997.)

O reino imaginário de Pasárgada e os privilégios dos amigos do rei podem ser comparados à situação da nobreza europeia com a formação das Monarquias Nacionais Modernas. A razão fundamental do apoio que esta nobreza forneceu ao rei, no intuito de manter-se "amiga" do mesmo, conservando inúmeras regalias, pode ser explicada pela (o):
a) composição de um corpo burocrático que absorve a nobreza, tornando esse segmento autônomo em relação às atividades agrícolas que são assumidas pelo capital mercantil.
b) subordinação dos negócios da burguesia emergente aos interesses da nobreza fundiária, obstaculizando o desenvolvimento das atividades comerciais.
c) manutenção de forças militares locais que atuaram como verdadeiras milícias aristocráticas na repressão aos levantes camponeses.
d) repressão que as monarquias empreenderiam às revoltas camponesas, restabelecendo a ordem no meio rural em proveito da aristocracia agrária.
e) completo restabelecimento das relações feudo-vassálicas, freando temporariamente o processo de assalariamento da mão-de-obra e de entrada do capital mercantil no campo.

13. (Ufrs) Pelo Edito de Nantes, em 1598, Henrique IV da França
a) reprimiu violentamente os protestantes em Paris, no acontecimento conhecido como "A Noite de São Bartolomeu".
b) instituiu a cobrança de impostos territoriais somente para os protestantes franceses.
c) estabeleceu a igualdade política entre os diferentes credos.
d) diminuiu o poder dos católicos franceses, assegurando a supremacia política aos huguenotes.
e) concentrou todo o poder em suas mãos, implantando o absolutismo na França.

14. (Ufrs) Em meados do século XVII, a Inglaterra mergulhou em uma guerra civil conhecida como Revolução Inglesa de 1640.
Entre as alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO está relacionada com esse contexto histórico.
a) No ápice da Revolução, o rei Carlos I foi executado, e a República proclamada. Oliver Cromwell tornou-se o dirigente máximo da Inglaterra. Com o fim da guerra civil, Cromwell instituiu um governo democrático, supervisionado pelo conjunto do Parlamento, no qual os direitos humanos passaram a ser respeitados e as classes populares encontraram voz ativa.
b) Os puritanos, grupo político que desejava recuperar os valores do cristianismo primitivo e que recusava a autoridade do rei em matéria de fé, constituíram-se nos principais adversários das ideias absolutistas.
c) Após a morte de Elisabeth Tudor em 1603, ascendeu ao trono da Inglaterra a dinastia escocesa dos Stuart, os quais careceram da habilidade política necessária para negociar com o Parlamento inglês.
d) Uma das medidas da Revolução foi o estabelecimento do Ato de Navegação de 1651, que se tornou uma das bases da prosperidade comercial da Inglaterra. O Ato pretendeu obter para os navios ingleses o comércio de transportes da Europa e excluir do comércio com as colônias inglesas todos os rivais.
e) A queda da monarquia inglesa abriu caminho para o surgimento de reivindicações radicais, como a dos niveladores, que defendiam a abertura do Parlamento às classes populares, ou a dos escavadores, que aspiravam a uma redistribuição de terras que contemplasse os pequenos produtores.

15. (Ufscar) Sobre a "Guerra dos Trinta Anos" (1618-1648), é correto afirmar que
a) foi um conflito entre católicos e protestantes dentro do Sacro Império Germânico.
b) Espanha e Portugal se aliaram para combater o protestantismo holandês.
c) Portugal negociou tratados de abastecimento de alimentos com a Inglaterra, para sobreviver aos ataques holandeses.
d) Portugal expandiu sua conquista na Ásia, pelo fato de o continente estar fora dos interesses dos negociantes flamengos.
e) o Brasil permaneceu sob o controle português, garantindo os lucros açucareiros para a Coroa lusa.

16. (Pucmg) Oriundo da crise do feudalismo, o Estado Absolutista representou a organização política dominante na sociedade europeia entre os séculos XV e XVIII, podendo ser caracterizado pela:
a) supressão dos monopólios comerciais, possibilitando o desenvolvimento das manufaturas nacionais.
b) quebra das barreiras regionalistas do feudo e da comuna, agilizando e integrando a economia nacional.
c) abolição das formas de exploração das terras típicas do feudalismo, tornando a sociedade mais dinâmica.
d) ascensão política do grupo burguês, que passa a gerir o Estado segundo seus interesses particulares.
e) ausência efetiva de instrumento de controle, quer no plano moral ou temporal, sobre o poder do rei.

17. (UNAERP) A política externa de Luís XIV, o Rei Sol, teve como principal característica:
a) A ruína da economia francesa em decorrência das sucessivas guerras que a França travou contra outros países para preservar sua supremacia na Europa, juntamente com os gastos vultosos para manutenção da corte.
b) A consolidação do absolutismo monárquico através da redução dos poderes da alta burguesia.
c) Concentração da autoridade política na pessoa do rei.
d) Por ter reduzido seus ministros à condição de meros funcionários, passar a fiscalizar, pessoalmente, todos os negócios do Estado.
e) A autossuficiência do país com a regulamentação da produção, a criação de manufaturas do Estado e o incremento do comércio exterior.

18. (UNESP) O início da Época Moderna está ligado a um processo geral de transformações humanística, artística, cultural e política. A concentração do poder promoveu um tipo de Estado. Para alguns pensadores da época, que procuraram fundamentar o Absolutismo:
a) a função do Estado é agir de acordo com a vontade da maioria.
b) a História se explica pelo valor da raça de um povo.
c) a fidelidade ao poder absoluto reside na separação dos três poderes.
d) o rei reina por vontade de Deus, sendo assim considerado o seu representante na Terra.
e) a soberania máxima reside no próprio povo.

19. (UNESP) "O soberano não é proprietário de seus súditos. Deve respeitar sua liberdade e seus bens em conformidade com a lei divina e com a lei natural. Deve governar de acordo com os costumes, verdadeira constituição consuetudinária. (...) O príncipe apresenta-se como árbitro supremo entre as ordens e os corpos. Deve impor a sua vontade aos mais poderosos de seus súditos. Consegue-o na medida em que esses necessitam dessa arbitragem."
(André Corvisier, HISTÓRIA MODERNA.)

Esta é uma das caracterizações possíveis
a) dos governos coloniais da América.
b) das relações entre fiéis e as Igrejas Protestantes.
c) do Império Carolíngio.
d) dos califados islâmicos.
e) das monarquias absolutistas.

20. (UFRJ) O texto a seguir trata das incursões francesas na América; entretanto, essas ainda não representavam que a França tivesse dado início à sua expansão.

Ao longo do século XVI, os franceses estiveram na América, mas isso não significava uma atitude sistemática e coerente desenvolvida pela Coroa. Era, no mais das vezes, atuação de corsários e de uns poucos indivíduos. Como exemplo, pode-se mencionar as invasões do litoral brasileiro, (...), e algumas visitas à América do Norte.
(FARIA, R. de M.; BERUTTI, F. C.; MARQUES, A. M. "História para o Ensino Médio". Belo Horizonte: Lê. 1998. p.182).

Dentre os motivos que levaram a França a iniciar tardiamente sua expansão marítima e comercial, podemos destacar
a) os problemas internos ligados à consolidação do Estado Nacional.
b) a derrota da França na violenta guerra contra a Alemanha.
c) a falta de associação entre a Coroa e a Burguesia francesa.
d) a violenta disputa religiosa entre calvinistas e luteranos.
e) a não inclusão das classes superiores no projeto expansionista.
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