terça-feira, 22 de maio de 2012

A ERA NAPOLEONICA E O CONGRESSO DE VIENA



1 - O CONSULADO (1799 – 1804):
•Pacificação interna e externa.
•Acordos de paz com países vizinhos.
•Acordo com a Igreja – catolicismo oficial.
•Acordo com a nobreza – anistia.
–Retorno de famílias nobres emigradas SEM devolução de terras perdidas durante a Revolução Francesa.
•Recuperação econômica:
–Criação do Banco da França (1800).
–Nova moeda: Franco.
–Financiamentos industriais e agrícolas.
–Prêmios para invenções.
•Centralização administrativa:
–Napoleão = 1º Cônsul, responsável pelo Poder Executivo por 10 anos (Constituição de 1802).
–Escolha de ministros.
–Código Civil Napoleônico (1804): igualdade jurídica, direito à propriedade, proibição de greves e sindicatos, escravidão nas colônias.
•Conquistas burguesas asseguradas.
•Controle do ensino.
•Transformado em Cônsul Vitalício e a seguir em Imperador, ambos em 1804, através de plebiscitos.

2 - O IMPÉRIO (1804 – 1815):
•Atritos permanentes com inimigos vizinhos.
–ING – concorrência comercial.
–Demais países – monarquias absolutistas temerosas com ideais liberais.
•Derrotado pela ING  na batalha de TRAFALGAR (1805).


•BLOQUEIO CONTINENTAL (1806):
–Napoleão proíbe os países da Europa de manter relações comerciais com a Inglaterra.
–Objetivo: vencer a Inglaterra através do esgotamento de sua economia.
–Fracasso
–Fuga da família real portuguesa para o Brasil (1808).
–Carência de produtos manufaturados na Europa.
–Exploração de populações dominadas.
–Resistência a Napoleão.
–Lenta decadência.
•Deposição de monarquias absolutistas na Europa.
•1812 – Campanha da Rússia.
–Grande derrota de Napoleão.
–“terra arrasada”.
•1814 – Sexta Coligação (RUS + ING + AUS + PRUS) vence Napoleão.
–Exílio em Elba.
•
•Retorno – Governo dos Cem Dias (1815).
•1815 – WATERLOO – derrota final de Napoleão.
–Preso na Ilha de Santa Helena.
–Morre em 1821.

3 - O CONGRESSO DE VIENA (1815):
•Reunião de potências européias após a queda de Napoleão.
•Principais países: AUS – RUS – PRUS – ING (vencedores).
•Objetivo principal: restauração do Antigo Regime.
•Princípios básicos:
–LEGITIMIDADE – retorno de velhas dinastias absolutistas ao poder.
–EQUILÍBRIO EUROPEU – divisão territorial no continente e no restante do mundo.
–Maiores beneficiados: líderes.
•FRA: fronteiras anteriores à Revolução Francesa.

•Criação da SANTA ALIANÇA:
–Exército conservador, criado por sugestão do czar Alexandre I (RUS).
–AUS – RUS – PRUS.
–Combate ao liberalismo e ao nacionalismo.
–Manutenção das decisões do Congresso de Viena.
–Contra os movimentos de independência na América Latina.

RESISTENCIA INDÍGENA E NEGRA NA AMÉRICA


A resistência Indígena na América Pré-colombiana e no Brasil

1.  Aspectos notáveis da Colonização Ibérica

•       Colonização Cultural
•       Extirpação das práticas culturais
•       Demonização do “Novo Mundo”
•       “Aliança estreita e indissolúvel entre a cruz e a coroa, o trono e o altar, a fé e o Império”
2. As resistências Indígenas

•       Os Milenarismos (pregações que anunciavam o retorno ao tempo e às tradições perdidas);
•       Reforço da crença do Eterno Retorno (Tempo Cíclico);
•       A Resistência Armada (Ex. VILCABAMBAS / VITCOS – reorganização de um novo Império Inca)
•       Saques às Igrejas e Missões / povoados espanhóis;
•       Extermínio de Missionários
•       A prática do (RE)BATISMO;
•       No Brasil – As “santidades”
•       Ex. Santidade do Jaguaripe (BA – 1585-1586) – Um índio chamado Antônio que dizia encarnar Tamanduaré – um ancestral Tumpinambá – e que levaria os índios a um tempo ideal: sem portugueses, sem catequese e sem escravidão.
•       As fugas.

A Escravidão Negra: resistências

  1. Contexto Brasileiro:
-          Sociedade escravocrata;
-          Etnocentrismo europeu;
-          Discurso Religioso (séc. XVI – XVIII)
-          Discurso Científico (séc. XIX)
-          Proliferação dos preceitos da Eugenia;
-          Diversidade do trabalho do negro. 

2. Tipos de resistência:
-          Insubordinação;
-          Sabotagem nas produções;
-          Emboscadas contra senhores e superiores;
-          Abortos;
-          O estado de “banzo”;
-          Suicídios;
-          Continuidade das manifestações culturais;
-          Fugas em massa;
-          Os Quilombos;
-          Revolta dos Malês;
-          Negociação de Alforria.
-          Processo Judiciais

3. Passos rumo ao fim da escravidão:

-          Tratado de 1810;
-          Lei Eusébio de Queiroz (1850);
-          Lei do Ventre Livre (1871);
-          Lei Saraiva-Cotegipe ou Lei dos Sexagenários (1885);
-          Lei Áurea (1888).

Incriminação do racismo: a sociedade é pluralizada, com a coexistência harmônica das diferenças (tolerância). Daí se tipificar como delito inafiançável e imprescritível o racismo.
(Art. 5º , Inc. XLII, CFB).


terça-feira, 1 de maio de 2012

ÁFRICA E AFRICANIDADES


África antes dos Europeus

1. ÁFRICA E AFRICANIDADES


•       Antes da chegada dos europeus, os povos do continente africano estavam organizados em clãs e reinos.
•        Havia grande diversidade entre eles em aspectos físicos, características culturais, integrantes, etc.

•       ÁFRICA SAARIANA


•       Estende do Egito ao Marrocos.
•       Grande influencia dos povos fenícios, gregos, romanos e árabes
•       Os líbios foram os principais responsáveis pelo desenvolvimento do norte da África com exceção dos Egípcios.
•       A diversidade desses povos ia desde a formação de tribos caçadoras-coletoras; outras a margem de rios com agricultura (queimada; plantio de arroz e inhame – praticada por escravos e camponeses livres) e organização em reinos
•        Por volta do século IX, os muçulmanos quebraram o isolamento da Europa e Oriente, atravessando o Saara buscando riquezas e conversão ao islamismo.
•       A semelhança com os povos já instalados permitiu o surgimento de uma civilização islâmica, que foi se ampliando com o contato com os povos subsaarianos.

•       ÁFRICA SUBSAARIANA


•       A África é provavelmente a região do mundo onde a situação lingüística é a mais diversificada (com 1000 línguas) e a menos conhecida.
•       Sua diversidade ética, cultural, econômica e política nos permite, a fim de estudos dividi-la em regiões.
•        África ocidental: formada pelos povos de origem haussa e ioruba.
•       África central e meridional: formada basicamente pelos grupos de agricultores e pastores de origem Banto
•       África etíope: povos de religião cristã, intitulavam-se descendentes do rei Salomão, possuíam um grande comercio com árabes e bizantinos.
•       África da costa oriental: formada por bantos e povos vindos da indonésia, foram profundamente influenciados pelo islamismo, da mistura cultural surgiu uma nova denominada suaíli. Esses povos expandiram seus domínios conquistando inclusive as ilhas como Madagáscar

2. AOS IMPÉRIOS AFRICANOS

Império de Gana

•       O Antigo Império Gana teve seu apogeu entre os anos 700 e 1200 d.C.
•       O antigo nome desse império era Uagadu, que ocupava uma área tão vasta quanto à da moderna Nigéria e, incluía os territórios que hoje constituem o Mali ocidental e o sudeste da Mauritânia.
•       Era rico em ouro e praticavam com os árabe um comercio transaariano, no qual trocavam ouro por artigos de luxo, especiarias e jóias.
•       Declinou devido conflitos internos e invasão de outros povos.
•       Possuía importantes centros urbanos como Tombuctu, que contava com cerca de 100 mil habitantes.
•       Possuía uma economia baseada na produção de tecidos, mineração de ouro e comercial de sal
•       Possuía um grande centro de estudos onde os sábios reuniam-se para debater o conhecimento e ensinar.
•       Antes mesmo das universidades medievais Mali já possuía um centro acadêmico semelhante ao que o europeu criou décadas depois.

Império de Songai.

•       Também foi um importante centro comercial.
•       Desenvolveram um funcionalismo publico profissional e nomeavam governadores para cada província.

Reino do Congo.

•       Foi organizado por povos de origem banta.
•       No final do sec. XV os portugueses aportaram e começaram a construir feitorias, no intuitos de portos comerciais. A utilização das armas de fogo pelos portugueses acabou por facilitar a conquista desses povos.

3. ESCRAVIDÃO E COMÉRCIO NA ÁFRICA

•       Desde o século VII a.C os africanos já desenvolvia a metalurgia, o comércio de minérios e metais preciosos era uma constante que cresceu largamente com a invasão dos mulçumanos.
•       As especiarias como o sal também eram comercializadas na região.
•       Os africanos já usavam o carro puxado a bois e jumentos o que facilitava o transporte de mercadorias. A introdução do camelo pelos árabes impulsionou mais ainda o comercio.
•       Muitos séculos antes da chegada dos brancos europeus à África, as tribos, reinos e impérios negros africanos praticavam largamente o escravismo, da mesma forma que os gregos, romanos e demais etnias muçulmanas.
•       Reinos africanos, tinham grandes mercados espalhados pelo interior do continente, abastecidos por guerras entre as tribos, seqüestro aleatório, castigos penais, intrigas políticas ou ainda a venda de si mesmo por não poder se sustentar
•       Ao converter meia África, o Islamismo contribuiu muito para estimular ainda mais a escravidão, pois praticou-a desde cedo, já no século VI, mercadores árabes freqüentavam todos os portos da costa oriental da África, trocando cereais, carnes e peixes secos com tribos bantos por escravos.
•       As populações negras não-muçulmanas consideravam a escravidão um fato absolutamente normal.


4. FORMAS GERAIS DE ORGANIZAÇÃO
•       Da forma mais simples a mais complexa, a organização partia da fidelidade ao chefe e das relações de parentesco.
•       Gerontocracia ( o Ancião era responsável pelo bem estar e organização militar).
•       Ocorria em varias áreas, a reunião de várias aldeias para proteção, devido a um casamento ou a um comércio
•       Existência das Confederações, uma forma de organização social e política mais ampla e com mais pessoas sujeitas ao poder de um conselho de anciãos
•       Quando a sociedade tinha uma capital na qual morava um chefe  maior que os outros formava-se um reino
•       Presença da escravidão.

5. A RELIGIOSIDADE

•       O mundo era decifrado e controlado pela religião;
•       Toda vida na terra estava ligada ao além, a dimensões que só especialistas, ritos e objetos sacralizados podiam atingir;
•       Quase tudo era explicado e resolvidos por forças sobrenaturais = presença dos ORIXÁS;
•       Presença de curandeiros, adivinhos, médiuns e sacerdotes (chamados de feiticeiros pelos portugueses);
•       Infortúnios eram considerados frutos de ações humanas impróprias conscientes ou inconscientes, que desestabilizavam a harmonia;
•       Ritos de possessões eram realizados para que os espíritos pudessem orientar os vivos;
•       A religião estava presente no exercício do poder, na aplicação das normas de convivência com o grupo e no bem-estar da comunidade;
•       E a partir do século XIX, potências europeias passaram a implementar um processo de “partilha” desse continente.