terça-feira, 22 de maio de 2012

PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL - PERÍODO JOANINO




O PROCESSO DE SEPARAÇÃO POLÍTICA NO BRASIL
A chegada da família real e o período Joanino

1. ANTECEDENTES
·         Guerras Napoleônicas
·         Bloqueio Continental
·         Desrespeito Português
·         Fuga da Família Real

2. PERÍODO JOANINO (1808-1820)

MEDIDAS:  
·         Abertura dos Portos as Nações Amigas
·         Tratados de 1810
o    Tratado de Aliança e Amizade – proibição da Inquisição no Brasil e fim gradual do tráfico negreiro.
o    Tratado de Comércio e Navegação – tarifas alfandegárias reduzidas para produtos ingleses.
·         Revogação do Alvará Proibitivo;
·         Realizações gerais: Academia militar, Banco do Brasil, Imprensa Régia, Biblioteca Real, Escola de Medicina (BA e RJ), Real Teatro de São João, Jardim Botânico (RJ).
·         1815: Elevação do Brasil à categoria de REINO UNIDO A PORTUGAL E ALGARVES (Congresso de Viena).
·         1816: Missão artística francesa no RJ (vinda de vários artistas, entre eles o pintor Jean Baptiste Debret)

CONSEQUÊNCIAS SOCIAIS DA INSTALAÇÃO DA CORTE:
ü  Costumes importados da Europa no RJ.
ü  Alta do custo de vida.
ü  Crescimento populacional do RJ (urbanização).
ü  Criação de cargos públicos para ocupar nobres.
ü  Distribuição de títulos nobiliárquicos.
ü  Apoio de proprietários rurais locais.
ü  Aumento de impostos para financiar despesas da corte.

3. A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817

a) Antecedentes
·         Conspiração do Suaçunas – 1801
·         Penetração das “infames ideias Iluministas” – Lojas Maçônicas (AERÓPAGO DE ITAMBÉ, RESTAURAÇÃO, PATRIOTISMO...)

b) Causas Imediatas
·         Presença maciça de portugueses na liderança do governo e na administração pública (Antilusitanismo)
·         Criação de novos impostos por D. João VI
·         Grande seca que havia atingido a região em 1815-1816
·         Influências externas com a divulgação das ideias liberais e de independência dos EUA.

c) Participantes : Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte. (Alguns focos no Ceará e Alagoas);
d) Grupos sociais envolvidos: Senhores de Engenho, profissionais liberais, estudantes, comerciantes;

e) Objetivos
·         Proclamação de uma República
·         Separação entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário;
·         o catolicismo foi mantido como religião oficial, porém havia liberdade de culto ;
·         liberdade de imprensa;
·         Abolição de alguns impostos;
·         Manutenção da Escravidão.

d) Consequências

Prisão e execução de alguns participantes (principalmente os militares)

OBS: À medida que o calor das discussões e da revolta contra a opressão portuguesa aumentava, crescia, também, o sentimento de patriotismo dos pernambucanos, ao ponto de passarem a usar nas missas a aguardente (em lugar do vinho) e a hóstia feita de mandioca (em lugar do trigo), como forma de marcar a sua identidade.

4. A REVOLUÇÃO LIBERAL DO PORTO (1820)
·         A volta de D. João VI para Portugal;
·         A Criação da Monarquia Constitucional
·         O projeto de Recolonização das Cortes

5. A Regência de Pedro de Alcântara
·         Pedro e as elites coloniais
·         O Dia do Fico
·         A “Independência do Brasil”

CARACTERÍSTICAS DA INDEPENDÊNCIA

ü  Dependência econômica em relação a ING
ü  Sem participação popular
ü   Aliança circunstancial de interesses de D. Pedro e das elites brasileiras para manter seus privilégios.
ü  Manutenção da Monarquia;
ü  Manutenção das estruturas sociais e econômicas:
ü  Latifúndio.
ü  Agroexportação.
ü  Monocultura.
ü  Escravismo.

REVOLTAS REGENCIAIS


REVOLTAS REGENCIAIS

"O período regencial foi um dos mais agitados da história política do país e também um dos mais importantes. Naqueles anos, esteve em jogo a unidade territorial do Brasil, e o centro do debate político foi dominado pelos temas da centralização ou descentralização do poder, do grau de autonomia das províncias e da organização das Forças Armadas."
               
(FAUSTO, Boris. HISTÓRIA DO BRASIL. 2 ed. São Paulo: EDUSP, 1995. p. 161.)


Revolução

Local/
Data

Grupos Sociais
Fatores/
Estopim
Objetivos/
Propostas
Lideres
Consequências

Revolta
do Malês


Bahia: 1835
negros pobres e escravizados (a maioria de origem muçulmana)
condições de vida e de trabalho; perda da identidade cultural e religiosa
fim da escravidão; igualdade racial; liberdade cultural e religiosa para os negros
Manoel Calafate
Luiz Salin
Nicobe
Dissalu
repressão violenta: prisões e execuções de líderes e participantes


Cabanagem


Pará: 1835 – 1840
camadas populares – homens pobres em geral  e escravos
condições de vida e de trabalho; instabilidade social e política
fim da escravidão; distribuição de terras aos pobres; melhores condições de vida
Irmãos Vinagre e Eduardo Angelim, entre outros
repressão violenta: aproximadamente 60 mil mortos



Farroupilha




Rio Grande do Sul (com focos em S. Catarina: 1835 –1845
estanceiros – proprietários de terras e de fazendas de gado); forte participação das camadas populares
crise econômica crônica; declínio geral das condições de vida do povo; crise   política; estopim – aumento de impostos
reformas políticas; protecionismo alfandegário;   proclamação das repúblicas do Piratini (RS) e de Juliana (SC)
Bento Gonçalves; Davi Canabarro e Giusepe Garibaldi (italiano)
dez anos de guerra; cerca de 10 mil mortos; paz negociada com anistia geral dos participantes e líderes


Sabinada


Bahia: 1837 - 1838
camadas médias

crise econômica e centralismo, crise e instabilidade política da Regência
proclamação de uma “república temporária” – a “Republica Bahiense” – até a maioridade de D. Pedro II
Francisco Sabino Vieira (médico)
repressão violenta: aproximadamente 2 mil mortos; além de presos e exilados



Balaiada



Maranhão1838-1841 (focos no Piauí)
camadas populares – homens pobres em geral  e escravos
condições de vida e de trabalho; instabilidade social e política
fim da escravidão; distribuição de terras aos pobres; melhores condições de vida
Manoel F. dos Anjos (fazedor de balaios); Raimundo Gomes (vaqueiro) e o negro Cosme (escravo fugido e aquilombado)
repressão violenta:
 16 mil mortos